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Família Salesiana Unida Contra o Covid-19

INSTITUCIONAL

  20 de julho de 2020

A solidariedade a nível mundial entre todas as instituições de Dom Bosco em 134 países não é nada de novo. Há décadas que temos o que se chama de Fundo de Solidariedade Salesiana onde os salesianos dos países economicamente mais ricos contribuem para este fundo e os salesianos em partes economicamente mais fracas do mundo dão a conhecer as suas necessidades. Ambos os lados desta moeda são coordenados a partir da nossa sede em Roma.

Desde 2016 partilhamos estes fundos duas vezes por ano. As decisões são tomadas pelo nosso superior a nível mundial, o Reitor-Mor P. Ángel Fernández Artime, em consulta com o seu conselho, que tem membros de várias partes do mundo e tem um conhecimento profundo da realidade.

Os Salesianos de Dom Bosco têm também um protocolo oficial, padrão de resposta a emergências, elaborado por uma equipe de peritos de topo. Quando ocorre uma catástrofe é o Reitor-Mor e o Conselho Geral que decidem se é necessária uma resposta coordenada a nível mundial. Foi o caso do terramoto no Haiti há dez anos, do terramoto no Nepal em 2015 e assim por diante.

Em 25 de março de 2020 foi realizada uma videoconferência na qual participaram 47 líderes de todo o mundo. Onde decidiu-se confrontar a covid-19 de forma coordenada e sistemática. Foi criada uma equipe central, um e-mail especial para este fim (solidarity.covid19@sdb.org), presença nas redes sociais, entre outras ações.

Escrevemos à nossa liderança a todos os níveis com informações sobre todos os processos que iríamos seguir e convidamos todos a colaborar, disse M C George Menamparampil, SDB – Coordenador Permanente ou de Reserva da Resposta de Emergência dos Salesianos de Dom Bosco. 

O próprio Reitor-Mor dirigiu uma mensagem vídeo em seis línguas aos Salesianos de Dom Bosco e a outras 33 organizações que pertencem à Família Salesiana onde falou que: este não era o momento de ficar de mãos cruzadas e com as portas fechadas. Este era o momento de fazer o que pudéssemos para aqueles que sofrem de uma forma ou de outra devido à pandemia.

As instituições salesianas nos 134 países, organizadas em 90 Inspetorias, enviam informações para a sede sob a forma de dados, notícias, relatórios, fotos, histórias, testemunhos, reflexões e vídeo que são divulgadas através de cerca de 300 pessoas-chave pelo mundo.

Todos os dias, desde 26 de março até hoje, é enviada uma mensagem diária, em cinco línguas. São mais de 110 dias sem pausa, incluindo sábados e domingos. Estas mensagens servem para partilhar informação, para aprendizagem mútua, para motivação dos que enfrentam dificuldades, para colaboração, para identificação de pessoas, regiões e países em necessidade, para angariação e distribuição de fundos, para encontrar novos parceiros e colaboradores e para transferência de recursos. Uma organização profissional chamada Shoestring Agency sediada nos EUA resume toda esta informação em relatórios semanais.

Aqueles que precisam de assistência informam a equipe central de coordenação. Todos os pedidos e fundos recebidos são registados numa tabela. Até hoje, a coordenação recebeu 243 pedidos e ajudou com um total de U$ 4.440.160 (dólares americanos) distribuídos para 31 países na África, 9 na Ásia, 16 na América Latina e 6 na Europa.

A rede oferece serviços muito variados. Como medidas preventivas ajuda na fabricação e distribuição de máscaras, concepção e fabricação de face shields (escudos faciais) especializados para pessoal médico, e campanhas de sensibilização. Como atividades de socorro, a rede distribui rações alimentares secas, monta cozinhas comunitárias entregando alimentos cozidos a domicílio, estoque de alimentos, transporte administrativo, logístico e físico de pessoas para as suas cidades de origem, hortas familiares e agricultura comunitária, atividades para geração de renda, escolas e faculdades servindo como centros de quarentena, aulas online, além de aconselhamento, também online, com serviços psicológicos, espirituais e religiosos.

As categorias de pessoas também varia muito entre os continentes e a prioridade está nos mais fracos, nos mais vulneráveis, nos invisíveis, nos estigmatizados, tais como: reclusos de lares de idosos e de orfanatos; trabalhadores do sexo; transgêneros; acamados, incluindo leprosos; aldeias muito remotas; estudantes – acadêmicos; moradores de favelas, vendedores ambulantes; vendedores itinerantes; minorias étnicas; mendigos; deficientes físicos; trabalhadores da construção civil; trabalhadores com salários diários; refugiados, deslocados internos e migrantes; migrantes que regressam a casa; além dos nossos próprios empregados.

A colaboração está entre as 90 Inspetorias em 134 países, com pelo menos 11 outras organizações membros da Família Salesiana, várias paróquias e dioceses, um grande número de indivíduos, ONG’s, clubes, empresas, corporações e governo. As doações são recebidas das mais variadas formas e vão desde dinheiro, bens, transporte até orientação. A ajuda para o governo, por exemplo, foram repassadas para os fundos de auxílio dos Ministros Chefes na Índia além de centenas de milhares de máscaras doadas em muitos outros países.

Os meios de comunicação social, tanto impressos quanto eletrônicos, tanto privados como estatais, exerceram um papel fundamental e colaboraram na divulgação das ações. Dar números exatos de cada uma das ações realizadas é completamente impossível, os números envolvidos são enormes, só na Índia, tocamos as vidas de mais de 3,5 milhões de pessoas.

O objetivo do grupo é continuar salvando vidas de todas as maneiras possíveis! E enquanto for necessário, mantendo a comunidade salesiana informada. Confira abaixo o vídeo.

 

 

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